quinta-feira, 27 de abril de 2017



Minha tática
É olhar-te
Aprender como és
Querer-te como és

Minha tática
É dizer-te
Ouvir- te
Construir com palavras
Uma ponte indestrutível

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Ela simplesmente cansou dos silêncios de sua vida. E se vestiu de borboleta. Pegou ventos livres e voou por aí. Feliz em ser ela mesma.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O vazio

 

Recebi essa mensagem hoje de alguém muito especial para mim ... alguém que chegou de mansinho e conquistou um enorme pedaço do meu coração ... 
eternizando aqui na minha casinha ❤️ 

Um dia resolveste mudar tua vida

Fizeste tua mala

Sem despedida

Partiste e deixaste para trás tudo aquilo que já não mais fazia sentido

O vazio brotou do teu peito

Era fundo e parecia impossível de preencher

Corajosamente, caminhaste em busca das respostas que querias obter

Chegaste a um lugar lindo!

Pensaste que ali estaria a fonte do teu saber

Conversaste com sábios revelando o teu verdadeiro ser

Mas, sentiste frustrado, quando foi revelado que todas as respostas estavam dentro de ti

Te sentiste impotente diante da revelação

Parecia não fazer sentido o que acabaras de ouvir

Insististe com o sábio

Querias encontrar

Aquelas respostas que ele disse que estariam lá

Perguntaste onde, exatamente, podias encontrar

O sábio deu um sorriso, enquanto se afastava.

Pensaste: o que ele quer revelar?

Novamente tu esperavas que alguém desse a resposta que ansiavas.

Enquanto isso, o vazio se aprofundava

Percebeste que terias que mudar a tua rota

Seria uma viagem

Silenciando as vozes externas que tentam impedir

A escuta reveladora

Deixando aflorar o que querias tanto encontrar:

As respostas dentro de ti

 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Inteira ...

Iluminada por oráculos
alimento anjos com asas quebradas.

Não é de vendaval que eu preciso
mas da língua do amor guardada à beira-mar.

Não entendo de círios
mas de verões e sargaços bailarinos.

Acolhida pela província,
arrisco-me a enlaçar orquídeas em árvores.

Sempre sofri.
Sempre tive febre.
Sempre estive inteira em todos os infernos
Nunca quis ser abandonada.
Mas aprendi a perder.
O naufrágio me ensinou
a ternura dos afogados.

“E, se não tiver talento para escrever livros ou artigos de jornal, sempre posso escrever para mim mesma. Mas quero conseguir mais do que isso. Não consigo me imaginar vivendo como mamãe, a Sra. Van Daan e todas as mulheres que fazem seu trabalho e depois são esquecidas. Preciso ter alguma coisa além de um marido e de filhos aos quais me dedicar! Não quero que minha vida tenha passado em vão, como a da maioria das pessoas. Quero ser útil ou trazer alegria a todas as pessoas, mesmo àquelas que jamais conheci. Quero continuar vivendo depois da morte!” (05/04/1944) Anne 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

E nas levezas do caminho eu enfeito o verso, bordo a rima. E em cada rua que minha alma passa planto sorrisos pra fazer brotar minha poesia.

domingo, 27 de novembro de 2016



Deslizo os dedos sobre a pele,
página que é invólucro 
do livro chamado ser.
Descrevo o som,
o sono,
o sonho.
A poesia do erro.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Não mais ...



Se numa tarde dessas 
A mim voltasses.
E dos teus lábios de batom encarnado
Aquele vento morno, lá do passado,
Avivasse antigas promessas,
Eu ainda acreditaria?

Aquelas que outrora 
Em meus ouvidos sopraras,
Atiçando-me anseios vespertinos
Com juras de vida e destino.
Se fizesses aquelas promessas,
Eu ainda acreditaria?

Sob o eco das palavras, distantes,
Findaram-se as tardes nos montes
Que a esperança erigiu,
Com blocos de dias vazios.
Se voltasses com aquelas promessas,
Não mais acreditaria! 

AD Nov/2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Vem ...



Vem ... 
Salva a minha alma desse escuro o qual hábito 
Vem ... 
Coloca um sorriso , mesmo que seja falso nos meus lábios 
Vem... 
Arranca do meu peito essa dor 
Vem...
Troca os meus gemidos de dores pelos de prazer 
Vem ...
Trás teu amor ... Teu vigor ... Teu gosto 
Vem... 
Não te prometo nada , apenas ser tua pelo instante que estivermos juntos 
Vem ...
Me livra do abismo que eu mesmo achei de me jogar 
Vem ...
Salva o meu ano apenas 
Vem ... 
Não faz nada , apenas me acolhe no teu peito 
Vem ... 
Não faz nada , apenas olha para mim 
Vem ... 
Enquanto existe fôlego em minha vida 
Vem ... 
Vem ... 
Nunca pensei que esse verbo fosse ter tanta significância para mim ... 

domingo, 25 de setembro de 2016

Momento por Ari Donato ...


 

 
Há momento que sinto saudade...
Da tua mão no meu corpo;
do teu corpo na minha mão.
 
Há momento que sinto desejo...
Do teu contato de carícia;
da carícia do teu contato.
 
Há momento que sinto falta...
Da macieza do teu ventre;
do teu ventre que amacia.
 

sábado, 10 de setembro de 2016

10 de setembro


"Quantos anos tenho?
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.
Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas, valem muito mais que isso...
O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!
O que importa é a idade que sinto. Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto..."

José Saramago

sábado, 3 de setembro de 2016



Eu tenho medos absurdos e coragens absurdas e eu tenho você. Eu tinha coragens absurdas e discursos prontos como quem sabe que precisa se salvar do fatídico cotidiano da entrega. Não é assim que a gente sabe da nossa morte? A gente se entrega àquele segundo de adrenalina correndo pela veia e de repente já não tem mais nada. Escuta aqui, eu dizia, escuta que é o fim da minha vida neste agosto macilento. 

Enumerando todos os meus medos em ordem não-alfabética, risível e perfeitamente humana, não tanto compreensível:

- Medo de não me encontrar estável daqui 10 anos. Medo do abandono de mim mesmo. Medo de não encontrar você daqui 10 anos. Medo de você ter se abandonado.

- Medo de não arrumar emprego ou não conseguir mais empreender ...Sabe como é, o mercado está difícil e a pressão cotidiana do trabalhe-mais-porque-é-preciso tem acabado com as minhas esperanças solúveis de paz. O capitalismo consome a nossa alma e a gente ri.

- Medo de não conseguir escrever. De parar, do nada. De simplesmente não conseguir colocar para fora todas as minhas conversas silenciadas pela agonia do planeta. Eu sinto medo de não conseguir expurgar todas as vezes que me doo, me atiro nas avenidas e não volto.

- Medo de pecar por excesso. De não voltar à tona e surtar. Eu tenho medo de surtar. Eu tenho muito, muito medo de surtar. 

- Medo de não conseguir sobreviver em paz, amando plena e cuidadosamente. Eu tenho medo de não conseguir amar. Você sente isso também? Às vezes, no meu quarto, bate uma secura na alma. Uma vontade de correr. Uma vontade de arrancar qualquer prenuncio que me diga que não sou capaz de amar. Mas se eu amei você, que me abandonou na margem da plenitude, por que não conseguiria amar outro e outro e outro?

- Medo dos sertões estarem dentro de nós.

- Medo do golpe. E são tantos: políticos, sentimentais, afetivos. Eu me lembro de você me preterindo às vezes ... Ainda dói.

- Medo do mundo. Da vida. Das pessoas que, depois do término, viram a cara e esquecem. Passam e já não conversam mais. Faz parte, elas dizem. Faz parte do círculo vicioso da nossa miserável condição fria e inumana.

Coragens tão tolas e medos tão absurdos e eu não tenho você. Isto aqui era pra ser um texto.