segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

quarta-feira, 13 de abril de 2016

não me leve
lave-me

limpe-me 
do limo
do limbo

dos limites 

livre-me


sábado, 9 de abril de 2016

Sobre o amor ...


Esta escultura chama-se Amor. Seu criador é o artista ucraniano Alexander Milov. Percebe-se o conflito entre duas pessoas, e também a expressão interior da natureza humana. Dois adultos se dão as costas, mas as crianças interiores procuram se aproximar.
Segue a explicação do autor:
Você pode tirar suas próprias conclusões sobre o significado do trabalho, mas isso é o que Milov escreveu sobre sua escultura no site do festival: “Isso demonstra um conflito entre um homem e uma mulher e a expressão interna e externa da natureza humana. Seu interior é moldado por crianças transparentes, que detêm as mãos pelas grades. Quando escurece, as crianças começam a brilhar. Esse brilho simboliza pureza e sinceridade que une as pessoas e dá a oportunidade de consertar as coisas quando chegar em tempos sombrios “.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Não tenho visto nada além de ti.
Todos os dias
Tem sido o teu rosto
E toda noite tua mão
E cada estrada
Tua voz me chamando.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016



 Era uma pedra só

[só de solitária]

Até uma flor nascer em

sua fresta

e ser a sombra de sua

solidão

Mas ainda era uma

pedra.


a minha própria prece
sou eu

os móveis, as paredes
a flor no vasinho 

e o barulho da chuva
me rezam

Há algo de sagrado
em ser sozinha.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Na tua ausência sofro

miseravelmente sofro

Na tua ausência tenho

que me ser

Por que pareces

ser todo mar do mundo

e todo afogamento?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sobre relógios e tempo


"Cada segundo que passa é como uma porta que se abre para deixar entrar o que ainda não sucedeu."

Não experimentei
o teu beijo

mesmo assim ele
já é o meu preferido

[…]

E quando penso em beijar-te
é o meu verso que alcança
tua boca.

sábado, 19 de dezembro de 2015

E a intensidade invadiu aquela porta vestida de carne. Derrubou alguma chave estranha de cautela do lado de fora e invadiu a alma. Não que a alma estivesse desavisada, é simplesmente o fato de sermos mundanos e lindos. 

Um carinho fez elo e morada. Tal qual uma amizade antiga, esquecida pelo tempo e experiências. Havia algo a mais naquele encontro. Poderíamos chamar sim, agora, de reencontro. Ele às vezes queria apenas colocá-la para dormir contando suas histórias caladas. Carinho...

Mas existe fome também. Autofagia e polifagia. Um desejo de comer por todas as bordas, ângulos e formas. Sem pudor, sem pensar, promiscuamente aos olhos dos imorais tatuados de doutos. Impossível pensar e não salivar. Salivo todos os poros ao escrever isto. 

A liberdade de ir e vir. De fechar e abrir. De ser apenas o que se é. De se declarar corrupto e corruptível e nada mudar. A liberdade de exorcizar cargas e devorar orgasmos. Um delivery de opções. Eles. 

Seriam estes ingredientes sinal de amor? Talvez, no contrabando manipulado de sentimentos que se enxerga nos recalcados, neste mar de caos... Ter a intensidade, carinho, fome e liberdade seja um rascunho de amor. E então eles se amam por isso, e que se lasque a inveja dos anjos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

November Rain .. ❤️❤️❤️



When I look into your eyesI can see a love restrainedBut, darlin', when I hold youDon't you know I feel the same?

'Cause nothin' lasts foreverAnd we both know hearts can changeAnd it's hard to hold a candleIn the cold November rain

We've been through this such a long, long timeJust tryin' to kill the pain, oh, yeah

But lovers always come and lovers always goAnd no one's really sure who's lettin' go todayWalking away


If we could take the timeTo lay it on the lineI could rest my headJust knowin' that you were mineAll mine

So, if you want to love meThen, darlin', don't refrainOr I'll just end up walkin'In the cold November rain

Do you need some time on your own?Do you need some time all alone?Everybody needs some time on their ownDon't you know you need some timeAll alone?


I know it's hard to keep an open heartWhen even friends seem all to harm youBut if you could heal a broken heartWouldn't time be out to charm you?

Sometimes I need some time on my ownSometimes I need some time all aloneOh, everybody needs some time on their ownOh, don't you know you need some time all alone?

And when your fears subsideAnd shadows still remainOh, yeahI know that you can love meWhen there's no one left to blameSo never mind the darknessWe still can find a way'Cause nothin' lasts foreverEven cold November rain

Don't ya think that you need somebody?Don't ya think that you need someone?Everybody needs somebodyYou're not the only oneYou're not the only one

Don't ya think that you need somebody?Don't ya think that you need someone?Everybody needs somebodyYou're not the only oneYou're not the only one

Don't ya think that you need somebody?Don't ya think that you need someone?Everybody needs somebodyYou're not the only oneYou're not the only one

Don't ya think that you need somebody?Don't ya think that you need someone?Everybody needs somebody

domingo, 29 de novembro de 2015

Sobre domingo à noite ...

Minha vontade é que ele me pergunte se quero um pouco de chá gelado e se eu gostaria de ver um dos seus filmes estirada nas grandes almofadas.



Acabou a noite, mas insistimos em nossas poesias!