quarta-feira, 13 de abril de 2016

não me leve
lave-me

limpe-me 
do limo
do limbo

dos limites 

livre-me


sábado, 9 de abril de 2016

Sobre o amor ...


Esta escultura chama-se Amor. Seu criador é o artista ucraniano Alexander Milov. Percebe-se o conflito entre duas pessoas, e também a expressão interior da natureza humana. Dois adultos se dão as costas, mas as crianças interiores procuram se aproximar.
Segue a explicação do autor:
Você pode tirar suas próprias conclusões sobre o significado do trabalho, mas isso é o que Milov escreveu sobre sua escultura no site do festival: “Isso demonstra um conflito entre um homem e uma mulher e a expressão interna e externa da natureza humana. Seu interior é moldado por crianças transparentes, que detêm as mãos pelas grades. Quando escurece, as crianças começam a brilhar. Esse brilho simboliza pureza e sinceridade que une as pessoas e dá a oportunidade de consertar as coisas quando chegar em tempos sombrios “.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Não tenho visto nada além de ti.
Todos os dias
Tem sido o teu rosto
E toda noite tua mão
E cada estrada
Tua voz me chamando.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016



 Era uma pedra só

[só de solitária]

Até uma flor nascer em

sua fresta

e ser a sombra de sua

solidão

Mas ainda era uma

pedra.


a minha própria prece
sou eu

os móveis, as paredes
a flor no vasinho 

e o barulho da chuva
me rezam

Há algo de sagrado
em ser sozinha.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Na tua ausência sofro

miseravelmente sofro

Na tua ausência tenho

que me ser

Por que pareces

ser todo mar do mundo

e todo afogamento?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sobre relógios e tempo


"Cada segundo que passa é como uma porta que se abre para deixar entrar o que ainda não sucedeu."

Não experimentei
o teu beijo

mesmo assim ele
já é o meu preferido

[…]

E quando penso em beijar-te
é o meu verso que alcança
tua boca.

sábado, 19 de dezembro de 2015

E a intensidade invadiu aquela porta vestida de carne. Derrubou alguma chave estranha de cautela do lado de fora e invadiu a alma. Não que a alma estivesse desavisada, é simplesmente o fato de sermos mundanos e lindos. 

Um carinho fez elo e morada. Tal qual uma amizade antiga, esquecida pelo tempo e experiências. Havia algo a mais naquele encontro. Poderíamos chamar sim, agora, de reencontro. Ele às vezes queria apenas colocá-la para dormir contando suas histórias caladas. Carinho...

Mas existe fome também. Autofagia e polifagia. Um desejo de comer por todas as bordas, ângulos e formas. Sem pudor, sem pensar, promiscuamente aos olhos dos imorais tatuados de doutos. Impossível pensar e não salivar. Salivo todos os poros ao escrever isto. 

A liberdade de ir e vir. De fechar e abrir. De ser apenas o que se é. De se declarar corrupto e corruptível e nada mudar. A liberdade de exorcizar cargas e devorar orgasmos. Um delivery de opções. Eles. 

Seriam estes ingredientes sinal de amor? Talvez, no contrabando manipulado de sentimentos que se enxerga nos recalcados, neste mar de caos... Ter a intensidade, carinho, fome e liberdade seja um rascunho de amor. E então eles se amam por isso, e que se lasque a inveja dos anjos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

November Rain .. ❤️❤️❤️



When I look into your eyesI can see a love restrainedBut, darlin', when I hold youDon't you know I feel the same?

'Cause nothin' lasts foreverAnd we both know hearts can changeAnd it's hard to hold a candleIn the cold November rain

We've been through this such a long, long timeJust tryin' to kill the pain, oh, yeah

But lovers always come and lovers always goAnd no one's really sure who's lettin' go todayWalking away


If we could take the timeTo lay it on the lineI could rest my headJust knowin' that you were mineAll mine

So, if you want to love meThen, darlin', don't refrainOr I'll just end up walkin'In the cold November rain

Do you need some time on your own?Do you need some time all alone?Everybody needs some time on their ownDon't you know you need some timeAll alone?


I know it's hard to keep an open heartWhen even friends seem all to harm youBut if you could heal a broken heartWouldn't time be out to charm you?

Sometimes I need some time on my ownSometimes I need some time all aloneOh, everybody needs some time on their ownOh, don't you know you need some time all alone?

And when your fears subsideAnd shadows still remainOh, yeahI know that you can love meWhen there's no one left to blameSo never mind the darknessWe still can find a way'Cause nothin' lasts foreverEven cold November rain

Don't ya think that you need somebody?Don't ya think that you need someone?Everybody needs somebodyYou're not the only oneYou're not the only one

Don't ya think that you need somebody?Don't ya think that you need someone?Everybody needs somebodyYou're not the only oneYou're not the only one

Don't ya think that you need somebody?Don't ya think that you need someone?Everybody needs somebodyYou're not the only oneYou're not the only one

Don't ya think that you need somebody?Don't ya think that you need someone?Everybody needs somebody

domingo, 29 de novembro de 2015

Sobre domingo à noite ...

Minha vontade é que ele me pergunte se quero um pouco de chá gelado e se eu gostaria de ver um dos seus filmes estirada nas grandes almofadas.



Acabou a noite, mas insistimos em nossas poesias!

sábado, 28 de novembro de 2015

Sobre presentes surpresas ...



Nua Ella é Má

Toda a PAZ está contida em uma guerra interna.
“Se queres paz te prepara para esta guerra...”
Nela o exército do bem e do mal estão no tabuleiro do seu espelho
Sim, aquele mesmo espelho que você quebrou com aquela pedra...
E colou os caquinhos tantas e repetidas vezes.
De repente... como num chamado com sentidos estranhos
(não haveria de ser diferente)
Algo pode acontecer
 
Cheiro de SEXO e rio.
Correnteza que escorre de suas águas jamais vistas...
Um compasso aberto a mais de cento e oitenta graus
Nesta fome insaciável, uma carne diferente.
Mundana e corruptível como a tua...
Mas exorcizada do julgamento óbvio dos normais de plantão.
 
Então vem o MEDO.
Ele é a sombra que faz parte
A parte negativa da tomada que deve ser ligada para dar à luz.
A cura é a loucura travestida no medo.
Carnavais sombrios e paraísos agitados.
Não tenha medo de fantasmas de outro mundo.
Aqui também estou. Estamos. Sentimos. Amedrontamos e rimos.
 
ÁGUA escorre da boca e das pernas.
Água que cura, que apaga que inicia.
Ou água de torneira que jamais voltará.
Na água vejo um barquinho pequeno... Só cabem duas pessoas
Há um rio apertado e nenhum horizonte.
Mas... talvez haja mar. E o talvez são ações esperando traduções.
 
FÉ que não é acreditar. E sim jamais duvidar.
Fé que muda o roteiro e jocosamente ri do livre-arbítrio.
Fé que move sem saber de onde o movimento vem
Fé que destila a culpa, pois não estava no programa.
Nem haviam bulas... apenas sentidos e intuições.
Somos o que há de melhor e simples de coração.

Peter Pan - 28.11.15
 

sábado, 14 de novembro de 2015

Meio maluca, ás vezes. Não está nem aí para o que vão pensar de suas atitudes, se for para pular de um penhasco, ela pulará. E for pra ficar em casa assistindo filme, enquanto seus amigos vão pra balada, ela ficará.

Ela é assim, imediatista vive tudo o que a vida proporciona.

Não liga para o que terá que enfrentar pra alcançar seu objetivo, o importante é alcançar. E quando consegue, a vida fica de pé para parabeniza- lá. É como se fosse uma troca de favores, ela sorri pra vida e a vida sorri de volta.

Ela é daquelas que tem uma coragem absurda, nunca abre mão do quer. E quer, quer muito. Acredita como se fosse o último acontecimento de sua existência. Grita, bate o pé, chora, fica triste, mas não desisti. Sabe como é o nome disso? Uns dizem manha, outros que é coisa de menina mimada, eu prefiro acreditar que é fé. Fé na vida. Ela é dessas que carrega um potinho de fé pra onde que vai. É que ela tem fé que vai conseguir, acredita que uma hora a vida vai sorrir. Deve ser por isso que a vida sempre sorri de volta.

Ela é daquelas que tem um amor que não cabe em si, por isso nunca desistiu do amor. Faz parte da personalidade, mas que personalidade é essa que aguenta todas as rasteiras da vida e do amor? Ela aguenta, no inicio diz que nunca mais, chora horrores, depois se veste de uma carapuça dura e fria e fala que o amor realmente não existe. Papo pra boi dormir, logo lá está ela, de novo no amor.

Ela é daquelas que se entrega, por isso sempre quebra a cara. Volta pra casa como se tivesse batido a cara num poste, mas logo passa e está lá ela de novo: pronta para mais um acidente. Ela é daquelas que não desiste e acredita no amor.

Ela sabe, que por mais que demore, que por mais que ela tenha que quebrar muito a cara, um dia o amor vai sorrir de volta. É que nem regar uma flor, a gente aduba, rega, todo dia dá uma atenção especial pra ver como anda o crescimento, vê se algum galhinho sobreviveu a tempestade do dia anterior e cuida, diariamente. Tudo isso pra ela florescer. E quando floresce, lá fica ela: grande, linda e dando bom dia para o sol. Assim é o amor e é nisso que ela acredita.

Ela é daquelas que quando não consegue algo, chora. Viu só o quanto ela chora? Não é manha não, é medo. Medo de não conseguir, de não ser. Ela tem essa mania de querer de ser a melhor em tudo. Não é egoísmo, é só uma maneira de provar pra si mesma que é capaz. Lembra quando eu disse que ela enfrenta tudo e se entrega? Não é só no amor, é na vida. Ela se entrega para as dificuldades, as enfrentam, mesmo que no final ela tenha que sair toda ensanguentada. Mania de se entregar de corpo, alma e mente pra tudo, entende?

Por isso digo, se um dia você encontrar uma pessoa leve, de bem com a vida, livre, sorrindo a toa, que só de você chegar perto já se sente bem e renovado, ou se você encontrar pelas ruas uma pessoa que não esteja de cara fechada, que não esteja andando as presas e que transmita paz só de olhá-la, pode ter certeza, ela é daquelas que sorri pra vida, na esperança dela sorrir de volta.