quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Dizendo Adeus...



Estou sempre dando adeus:

também ao desencontro e ao desencanto.
Estou sempre me despedindodo ponto de partida que me lança de si, do porto de chegada que nunca é aqui.
Estou sempre dizendo adeus:até a Deus, para o reencontrar em outra esquina de adeuses.
Estarei sempre de partida, até o momento de sermos deuses: quando me fizeres dar adeus à solidão e à sombra.


Trecho do livro Para Não Dizer Adeus

Lya Luft

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Livros para Todos



Nem acredito + achei um monte de livros de Ernest Hemingway para baixar...


é um sonho! O primeiro livro que li dele foi Paris é uma festa! Perfeitooo. Sem falar em Por quem os sinos se dobram...nossa!! Vou ler tudooooo aqui! Apesar de ter amado esses livros, nunca mais lembrei de Ernest...hoje , na biblioteca, encontrei no cantinhoooo " Paris é uma festa" Li há uns 13 anos...vim para net e encontro um monte de coisas!
Feliz! Obrigada Deus pela internet!


amo

amo !






Pensamento a base do vinho que acabei de tomar ...

terça feira...sozinha em casa...acabei de enviar a coluna para o jornal...ouvindo música e tomando vinho....nem eu acredito... amanhã viajo cedo, atrás de uma sentença..ou uma carta de alforria..aiiii...isso daria um livro....




"Sem a intensidade da paixão, a vida é, sem dúvida, uma cilada cujo limite é a comodidade, cuja verdade é o medo de ir demasiado longe" Paris é uma festa!



Um brinde a Hemingway!
hummm
esse medo demasiado me lembrou algo...acho que vou postar ali essa frase =DD

"É curioso não saber dizer quem sou.

Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.

Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo".


- Clarice Lispector

...

"Segue o teu destino...
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombrade árvores alheias"
Fernando pessoa

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O amor fino..


"O amor fino não busca causa nem fruto.

Se amo, porque me amam, tem o amor causa;

se amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há de ter porquê nem para quê.

Se amo porque me amam é obrigação, faço o que devo:

se amo, para que me amem, é negociação, busco o que desejo.

Pois como há de amar o amor para ser fino?

Amo, quia amo; amo, ut amem: amo, porque amo, e amo para amar.

Quem ama porque o amam é agradecido,quem ama, para que o amem, é interesseiro:

quem ama, não porque o amam,

nem para que o amem,

só esse é fino"


Padre António Vieira

sábado, 1 de novembro de 2008

Frases no Mural


"Gostar é a melhor maneira de ter e ter deve ser a pior maneira de gostar"

Conto da Ilha Desconhecida - José Saramago


Ensaio sobre a Cegueira

"(...) hoje é o dia de ver, não o de olhar, que esse pouco é o que fazem os que, olhos tendo, são outra qualidade de cegos"


"Somente num mundo de cegos as coisas serão o que verdadeiramente são"


"Porque nada perde ou repete. Porque tudo cria e renova"


"(...) as velhas fotografias enganam muito, dão-nos a ilusão de que estamos vivos nelas, e não é certo, a pessoa para quem estamos a olhar já não existe, e ela, se pudesse ver-nos, não se reconheceria em nós."

Na biblioteca

Camille Claudel


"L'Age mûr" (Maturity) by Camille Claudel


Filme:

O filme Camille Claudel (França, 1988 - California Filmes) relata a vida da escultora. Conta com a direção de Bruno Nuytten e a participação de Isabelle Adjani como Camille e Gérard Depardieu como Rodin.


Bibliografia:


DELBÉE, Anne, Camille Claudel: uma mulher, São Paulo: Martins Fontes, 1988.
WAHBA, Liliana Liviano, Camille Claudel: criação e loucura, Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2002.
ROCHA, Ana Maria Martins Lino, Escolha da paixão: uma análise do romance entre Camille Claudel e Auguste Rodin à luz da psicanálise, São Paulo: Vetor, 2001.


Camille Claudel (Fère-en-Tardenois, Aisne, 8 de dezembro de 1864Paris, 19 de outubro de 1943) foi uma escultora francesa.
Filha de Louis-Prosper Claudel, hipotecário e Louise-Athanaïse Claudel, Camille Claudel passa sua infância em Villeneuve-sur-Fère, morando em um presbitério que seu avô materno, doutor Athanase Cerveaux, havia adquirido. Primeira a ser gerada pelo casal, quatro anos mais velha que Paul Claudel, ela impõe a este, assim como a sua irmã caçula Louise, sua forte personalidade. Segundo Paul, tendo declarado seu desejo de ser escultora, Camille previu também que ele se tornaria escritor e Louise musicista.
Seu pai, maravilhado com seu estupendo e precoce talento que, ainda na infância, produziu esculturas de ossos e esqueletos com impressionante verossimilhança, oferta-lhe todos os meios de desenvolver suas potencialidades. Sua mãe, por outro lado, não vê com bons olhos, colocando-se sempre contra todo aquele empreendimento, reagindo muitas vezes violentamente no sentido de reprovar a filha que traz incômodos e custos excessivos para a manutenção de seu “capricho”.
Em 1881, parte para Paris e ingressa na Academia Colarossi, tendo por mestre primeiramente Alfred Boucher e depois Auguste Rodin. É desta época que datam suas primeiras obras que nos são conhecidas: A Velha Helena (La Vieille Hélène — coleção particular) ou Paul aos treze anos [1] (Paul à treize ans — Châteauroux). Rodin, impressionado pela solidez de seu trabalho, admite-a como aprendiz de seu ateliê da rua da Universidade em 1885 e é nesse momento que ela colaborará na execução das Portas do Inferno (Les Portes de l'Enfer) e do monumento Os Burgueses de Calais (Les Bourgeois de Calais).
Tendo deixado sua família pelo amor de Rodin, ela trabalha vários anos a serviço de seu mestre e mantendo-se à custa de sua própria criação. Por vezes, a obra de um e de outro são tão próximas que não se sabe qual obra do mestre ou da aluna inspirou um ou copiou o outro. Além disso, Camille Claudel enfrenta muito rapidamente duas grandes dificuldades: de um lado, Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose Beuret, sua companheira devotada desde os primeiros anos difíceis, e de outro lado, alguns afirmam que suas obras seriam executadas por seu próprio mestre. Assim sendo, Camille tentará se distanciar, percebendo-se muito claramente essa tentativa de autonomia em sua obra (1880-94), tanto na escolha dos temas como no tratamento: A Valsa [2](La Valse — Museu Rodin) ou A Pequena Castelã [3] (La Petite Châtelaine, Museu Rodin). Esse distanciamento segue até o rompimento definitivo em 1898. A ruptura é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura [4] (L’Age Mûr – Museu d'Orsay).
Ferida e desorientada, Camille Claudel nutre então por Rodin um amor-ódio que a levará à paranóia. Ela instala-se então no número 19 do quai Bourbon e continua sua busca artística em grande solidão apesar do apoio de críticos como Octave Mirbeau, Mathias Morhardt, Louis Vauxcelles e do fundidor Eugène Blot. Este último organiza duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício sentimental e financeiro para Camille Claudel. Suas exposições têm grande sucesso de crítica, mas Camille já está doente demais para se reconfortar com os elogios.
Depois de 1905, os períodos paranóicos de Camille multiplicam-se e acentuam-se. Ela crê em seus delírios que Rodin está apoderando de suas obras para moldá-las e expô-las como suas, que também o inspetor do Ministério das Belas-Artes está em conluio com Rodin, e que desconhecidos querem entrar em sua casa para lhe furtar as obras. Ela vive então em um grande abatimento físico e psicológico, não se alimentando mais e desconfiando de todos.
Seu pai, seu porto-seguro, morre em 3 de março de 1913. Em seguida, em 10 de março, ela é internada no manicômio de Ville-Evrard. A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon onde morre, após trinta anos de internação, em 19 de outubro de 1943, aos 79 anos incompletos.




Seu gênio sufocado por dois gigantes, sua vida sufocada por um abandono, suas forças e sua lucidez esgotadas por uma relação umbilical com seu mestre e amante. Uma relação da qual não conseguiu desvencilhar-se, consumindo sua vitalidade na vã tentativa de desembaraçar-se desse destino perverso. Camille Claudel, sua forte personalidade, sua intransigência, seu gênio criativo que ultrapassou a compreensão de sua época, como afirma o personagem de Eugène Blot no filme, permanecerá ainda e sempre um Sumo Mistério!!



sexta-feira, 31 de outubro de 2008

" Ninguém sabe mexer na miha confusão"


Eu quero ficar perto de tudo que acho certo

Até o dia em que eu mudar de opinião

A minha experiência, meu pacto com a ciência

O meu conhecimento é minha distração

Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado

Coisas que eu sei

O meu rádio relógio mostra o tempo errado

Aperte o 'Play'

Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado

Ninguém sabe mexer na minha confusão

É o meu ponto de vista, não aceito turistas

Meu mundo 'tá' fechado pra visitação

Coisas que eu sei

O medo mora perto das idéias loucas

Coisas que eu sei

Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa

É minha lei

Eu corto os meus dobrados

Acerto os meus pecados

Ninguém pergunta mais, depois que eu já paguei

Eu vejo o filme em pausas

Eu imagino casas

Depois eu já nem lembro do que eu desenhei

Coisas que eu sei

Não guardo mais agendas no meu celular

Coisas que eu sei

Eu compro aparelhos que eu não sei usar

Eu já comprei

As vezes dá preguiça

Na areia movediça

Quanto mais eu mexo mais afundo em mim

Eu moro num cenário

Do lado imaginário

Eu entro e saio sempre quando 'tô' a fim

Coisas que eu sei

As noites ficam claras no raiar do dia

Coisas que eu sei

São coisas que antes eu somente não sabia

sábado, 18 de outubro de 2008

Blog Novo

Fiz um blog novo para divulgar melhor...esse aqui é um blog mais do coração...não é todo mundo que quero aqui não rsrsrs

http://pensologomeconfundo.blogspot.com/

bjinhos!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Falando com Deus


Pai Nosso que estais no céu,

santificado seja o vosso nome,

vem a nós o vosso reino,

seja feita a vossa vontade,

assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos daí hoje,

perdoai-nos as nossas ofensas,

assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,

não nos deixei cair em tentação,

mas livrai-nos do mal.
Amém.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Solidão...


Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão,continuaremos a nos buscar em outras metades.

Para viver a dois, antes, é necessário ser um.



...Que minha solidão me sirva de companhia.que eu tenha a coragem de me enfrentar...que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.

domingo, 12 de outubro de 2008

...


Saudade...

Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.


sábado, 11 de outubro de 2008

29 de Setembro de 2008


Inesquecível em mim...


Às vezes me pergunto se....

Eu viverei sem ter você...Se saberei te esquecer...

Passa um momento e eu já sei...Você é o que eu quero ter...Inesquecível para amar....

Mais que uma história pra viver

O tempo parece dizer....Não, não me deixe mais....Nunca me deixe

Quanto mais longe possa estar...

É tudo o que eu quero pensar....Não, não me deixe mais

Porque eu te quero aqui....

Inesquecível em mim

Ouço sua voz e a alegria

Dentro de mim faz moradia

Vira tatuagem sob a pele....

Te levo sempre em meu olhar...

Não canso de te procurar

Entre meus lábios sinto a falta de você

E assim, profundamente meu...

Pra que pensar que existe adeus

Não, não me deixe mais...Nunca me deixe

Já não preciso nem dizer

O quanto eu me apaixonei...

Não, não me deixe mais...

Nunca me deixe

E vou dizer por que...

Se existe céuVocê sempre será

Inesquecível para amar...

Inesquecível é você

Digo então mais uma vez

Não, não me deixe mais...Nunca me deixe

Tão grande em mim sempre vai ser

Essa vontade de te ter ...

Nunca me deixe...

Quanto mais longe possa estar

É tudo o que eu quero pensar

Não, não me deixe mais

Nunca me deixe

Se eu não tiver você...Agora e sempre vai estar....Preso em meus olhos

Inesquecível em mim...


Sandy e Júnior

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Caminhos...


Eu não quero mais mentir

Usar espinhos que só causam dor

Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu

Dos cegos do castelo me despeço e vou...


A pé até encontrar

Um caminho, o lugar...Pro que eu sou...


Eu não quero mais dormir...

De olhos abertos me esquenta o sol

Eu não espero que um revólver venha explodir...

Na minha testa se anunciou

A pé a fé devagar

Foge o destino do azar

Que restou...


E se você puder me olhar...

E se você quiser me achar...

E se você trouxer o seu lar....

Eu vou cuidar, eu cuidarei dele

Eu vou cuidar

Do seu jardim

Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele

Eu vou cuidar

Eu cuidarei do seu jantar

Do céu e do mar, e de você e de mim...


Nando Reis